Esta é quem eu sou.

Na verdade tenho 13 anos, nasci no dia 07 de Julho de 2000. Este ano farei 14 anos, estou no 7º ano, pois chumbei no 6ºano. desde os meus 8 anos que me corto nos pulsos, ou seja, auto-mutilo-me. Na escola sinto que todos têm nojo de mim, que todos gozam comigo e que os que dizem ser meus amigos falam mal de mim nas costas.

Tenho 2 irmãs, a mais nova tem 6 anos e é minha meia-irmã, ela é super fofa e é tão chique que às vezes dá raiva, a minha irmã do meio tem 10 anos, sofreu o mesmo que eu, também foi abandonada, mas ela foi abandonada pela mão quando tinha apenas 1 ano, ela não é propriamente minha irmã, porque ela é só filha do meu padrasto, mas é como se fosse, porque a conheço desde quando ela ainda tinha 1 ano ou já tinha 2 anos.

Muita gente pode não acreditar no que eu vou dizer, provavelmente ninguém acreditará em mim mas quem quiser acreditar leia com atenção, desde bebé que eu vejo espíritos e falo com eles até aos meus 5 anos era normal, pois toda a gente ou quase toda a gente já viu espíritos até fazer 6 anos só que à medida que crescem esquecem-se, nunca tiveram amigos imaginários? Pois então quem se lembra de tê-los é melhor que acredite em mim porque os amigos imaginários são espíritos presos à Terra, e eu vejo espíritos desde bebé e até agora, ainda os consigo ver.

Fui abandonada aos 5 anos pelo meu pai, minha mãe cuidou de mim sozinha desde esse dia, acreditem ou não eu ainda levo esse dia na minha memória como se tivesse acontecido ontem.

Infelizmente, a única pessoa em quem confio, que é a minha BFS (Melhor Amiga Irmã) foi proibida de andar comigo e falar comigo pelos seus pais.

Uma das outras pessoas em quem confiava viajou para Luxemburgo e quando lhe pedi para ela vir a Portugal ela recusou, eu senti-me péssima, parecia mais que estava a levar uma facada nas costas, nesse momento só queria morrer, acontece que eu fui falar com a minha mãe mas escorreguei, parti o pé direito a cabeça e o queixo, a minha mãe leu o meu caderno com alguns segredos que tenho para pôr aqui e achou que eu me tentei suicidar e então eternou-me num manicómio e não me deixava explicar.

Tenho que ir. Até à próxima.

Adeus,

Rapariga Invisível.